terça-feira, 1 de setembro de 2015

VOCÊ É GOSTOSO DEMAIS

Pensei ter escutado errado, coisa da minha cabeça, mas a frase se repetiu bem assim, "gostosO", "como você é gostosO", o "Ozão" bem marcado vezes várias. Era logicamente elogio, só podia, mas doía igual xingamento. O rapaz com cara de cheio das posses, gorduchinho, peludo, bem apessoado (adoro essas palavras velhas), alugou um carro no aeroporto e veio buscar refrigério pro tesão que lhe consumia o íntimo antes de embarcar de novo. Escolheu justo euzinha. Perguntou valores, falou pra eu subir no carro sem deixar claro oq queria e tocamos pro drive-in. O tempo era escasso, mas mesmo assim quis tomar banho antes de vir pra cama. Agradeci mentalmente a preocupação. Necão volumoso em todas as direções e sentidos, foi vê-lo e já temi o pior, salivando, ai meu edi! Perguntei qual a modalidade desejada. "O completo é cinquenta, né? Toma aqui o dinheiro, e vem cá". E lá fui eu pra cama já prevendo as dores do empalamento e, ao mesmo tempo, água na boca com aquela belezuridade toda toda. Um rapagão delícia!

Neca encapada (palavrinha curiosa pra se deixar perto de "neca", ein?... tirem o "en" só pra ver, ui!), começo o oral. Quase não coube, mas a necessidade, mãe do vício, criou condições pra que se désse a engolidura completa. Foram poucos minutos, muitas posições, ele às vezes me pegando pra umas beijocas e amassos, o tesão estampado em seu rosto, aí me vinha com o "que gostoso você", eu me mordendo por dentro, querendo esbofeteá-lo, ele reclamando da falta de tempo e prometendo voltar. Uma hora decidiu atacar meu corpitcho e abocanhou com gula o brinquedo que trago entre as pernas. Esforços não poupou nenhuns, foi inclusive no pêlo, mas nada de vê-lo pelo menos minimamente em pé, e isso apesar do tesão em que eu me encontrava: sei lá qual o problema comigo, a coisa é que só funciona quando não deve ou quando não precisa.

Bateu o olho no relógio então e se atarantou, "quase na hora e eu ainda aqui". Fez menção de ir se arrumar, mas o tesão não ajudava e lá tava ele com a bocona na botija. Tirei o guanto, comecei a masturbá-lo, ele dando sinais de que estava perto, aí de repente ele afasta minhas mãos e diz "nananão, gozar quero gozar só depois, quando chegar da viagem". Como quiser, campeã, não faço questão nenhuma. Levantou da cama e foi se arrumando apressado, todo estabanado, o fogaréu queimando ardido dentro dele, queimando ainda mais do que quando entrou comigo pela porta do quarto. Me deu mais vinte de lambuja, o troco do drive-in, e depois me levou de volta pro ponto e cantou pneus na direção do aeroporto. Pensei em encerrar a noite por ali, mas foi pisar na rua e já veio outro cliente, o caminhoneiro, o dia em que fui convidada pra dar uma voltinha no interiorzão do Brasil.


2 comentários:

  1. Morro de vontade de viajar de caminhão pelo interior do Brasil, não vou mentir....

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    1. Preciso escrever esse relato ainda, contar como foi subir no caminhão e deixar todo o rala e rola rolar por lá... até o fim de semana sai! :D

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