terça-feira, 22 de setembro de 2015

NA CABINE-MOTEL DO CAMINHÃO

Tava parado lá fazia um bom tempo o caminhãozão, motorista só de butuca na janelinha insufilmada. Eu àquela hora já tendo atendido dois, bolso cheio, pensando seriamente em voltar pra casa, foi justo quando o dito-cujo me fez sinal. Me aproximo assustada do caminhão, situação nova pra mim. Mesmo de salto (que eu não me lembro bem se de fato estava), eu me sentia pequena, nanica, indefesa perto daquela cabeçona risonha fora da janelinha. Ele me perguntou porque eu estava com cara de assustada, parecendo se divertir com o meu medo. Era esquisito falar com alguém assim, ele tão lá no alto, só a cabeça pra fora, me deixa insegura, eu disse. "Bobagem!", e lá vai ele tentar puxar conversa, me conhecer melhor. Fui perdendo a paciência. "Programinha, amor? Não tou podendo ficar de papo, um montão de conta pra pagar..."

Ele parecia conhecer bem a dinâmica, mas se fez de besta. Perguntou valores, me enrolou um pouco mais, eu já pensando em largar mão, até que ele por fim decidiu um oral, deixando claro que demora. Sem problemas, chérie, importante é o aqüé. Subir na cabine foi aventura com o salto que eu já nem me lembro mesmo se estava (mais divertido imaginar que sim): um sacrifício, medo de torcer o pé escalando aquela cabine nas alturas, ele se deliciando com a cena. Entrei, bati forte a porta várias vezes até conseguir fechar e ele já foi perguntando aonde vamos, como se não soubesse. "Aqui mesmo, não?" O caminhão não cabia no estacionamento, drive-in também não, motel menos ainda, ainda mais só pra um oral (tenso pensar que pras travestis possa ser colocada essa divisão das práticas sexuais pagas... muito homão hétero convicto, desses que jamais assumiria publicamente que tem desejo nos nossos corpos, procura travestis para um oral barato, pois essa opção mais "em conta" inexiste do lado das mulheres cis).

Voltando à minha resposta ao "onde vamos?", ele prontamente tira um pedaço de papelão, desses que se improvisa pra tampar o vidro do carro e evitar que esquente, mas só pra colocar no da frente, o único que precisava cobrir do olhar público, já que as laterais tinham insufilm. Habemus motel, até deitar o banco ele deitou, pra simular uma cama. Tudo escurinho, começo a acariciá-lo, carinhosa, ele gostando, todo elogios à minha pessoa, vou lhe ajudando a tirar a roupa, corpo troncudo, barriguinha proeminente, pele queimada de sol, barba por fazer, bem tiozão família tradicional brasileira. Me pede pra ficar nua eu também, resisto, "é só um oral, gato, rapidinho", "ah, mas fica, eu fico excitado", e acabei cedendo pra ver se isso apressava o pg. Pego a camisinha, abro, me ponho a testar uma técnica que aprendi cazamiga de colocar na neca só com o auxílio de boca, lábios e língua, nada de mãos, mas tava meia bomba demais pra dar certo. Foi com a mão mesmo, naquela murchidão toda.

Começo o oral, ele correndo as mãos ásperas, calejadas, por meu rosto, pescoço, peitinho, bagunçando meu cabelo, um fuá, eu ficando ainda mais puta doq já era puta -- aquilo não valia só vinte reais! O meia bomba era o melhor que eu conseguia dele e ele parecia nem se incomodar, como se já conhecesse seu corpo o suficiente pra não esperar mais que aquilo. Ele me dizia linda, declarava todo seu amor, me chamava pra ir com ele varar o Brasil de caminhão, mas tudo com os olhos bem fechados, num mundinho imaginário só dele, e o meia bomba firme e forte, nenhum indício dq aquilo teria fim. Fui pro saco, engoli suas bolas, as duas duma vez, aí cada uma sozinha (tava limpinha a região, ao menos, ainda que toda peluda), ele uivando na cabine, se contorcendo convulsivamente, eu em dúvida se de tesão ou dor, mesmo ele tendo assegurado que aquilo era bom demais. Foi o único momento em que ficou dura a neca, mas tão logo parei, o meia bomba voltou e aí fui explorar outras possibilidades porque aquela posição me dava torcicolo e as convulsões dele estavam a ponto de me machucar. É cada um! Massageei o períneo com os dedos, fio terrinha de leve, ele se masturbando novamente meiabombamente.

O tempo corria, impaciência, pedi pra ele se apressar pq eu já fazia hora extra e de graça. Pediu pra eu voltar pro saco, voltei, ele se estrebuchando estirado no banco, se masturbando loucamente já sem camisinha, uma hora acabou gozando e se sujando todo, ele quase sem vida de tão exausto. Brinquei com sua neca depois, agarrando ela com os dedos desde a base e subindo apertando de leve, pra ver sair todo o leitinho. Gostoso de ver, aquela nequinha molenga na minha mão com gotinhas esbranquiçadas escapulindo do seu miolo. Papel higiênico pra limpar, aí hora de acertar as contas, ganhei dez a mais pela dedicação. O curioso foi ele continuar amoroso depois do gozo, falando em namorar, em me levar de caminhão pelo interior do Brasil. Um dia quem sabe, não vou negar a ideia parece divertida...

[ps: e enquanto eu terminava o conto, não é que ele me liga e me chama pra dar uma volta? Veio me pegar aqui em casa quase, ontem à noite, mas isso eu conto outra hora]

Nenhum comentário:

Postar um comentário