terça-feira, 31 de março de 2015

DOIS POEMAS

I

Moira amarga amara sina
xeca quando faz a xuca
neca quando a quer a cona
qual a graça quando ela fina
quando ela pena, menina:
kétchi não se faz igual
queijo ofofi não faz mal
neca inquieta a goela língua
garra o picu força o bilau
grita a cláudia a neca míngua.



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II

Eu dou pros boy, dou sim
doce pros lixo
pras maricona
pras raxa uó

Das raxa que despreza a gente
porque tem canudo
se achando tudo
porque tem buceta
as travestir
a gente raxa de rir

As cona que já vêm na neca
que quer ser boneca
na cama
que quer ser mulher
a gente faz pelo acuér

Faz a linha amapô
quando vê boy-magia
a Débora Kerr
(até sem acuér)
a Beth Faria

Neca já tem
edi tá ok
mas cadê o peitão?

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