sexta-feira, 13 de março de 2015

AFINAL, O QUE QUEREM AS PROSTITUTAS?


Andei meio sumida daqui, vcs viram, não virão mais. Aquele mal-entendido básico fez o RostoLivro ler indecência onde havia não mais que realismo vulgar, do mais pé-no-chão, coisa aq a família brasileira não anda acostumada. Ainda. Ainda assim, travesti é isso, puta é também, vão querer continuar fingindo que a gente não existe, que isso aí não existe pra gente? Sento laminto choro, não deu, não vai dar. O pai de família respeitável que atendo na zona acha um barato papar a mim por dindim, o fim da picada eu contar a historinha pra meio mundo. Comecei por safadeza mesmo, assumo, carência brutal, vontade que me desejassem, pegassem, pagassem por mim, mas rapidim eu vi que não era assim bom como eu sonhava, e aí escrever sobre, poder escrever sobre, começou a ser razão de eu continuar. Qto vcs saberiam da vida por trás dos panos da profissão mais mal-falada do mundo não fosse por mim? Venho sendo entrevistada em td qto é canto, convidada pra dar palestra em universidade, pra dividir mesa com vereador, pra ser capa de jornal botando a Miss Mundo e o Pelé de escanteio, pra participar de documentário, e não é à toa... quem toca esse discurso assim, na caruda, doa a quem doer, são poucas no Brasil, loucas como eu.

Mas coisas vão mudar. Obissenidade mesmo só vai ter por assim dizer lá no blog, link em todos os posts que eu fizer a partir de agora, aí é só clicar e o circo pega fogo. Aqui mesmo, na página, reservarei espaço só praquele papo mais sussa, mais cabeça, que o pai-de-família não leve a mal. Quanto ao mais, sintam-se novamente em casa, curtam, convidem amigues, comentem, compartilhem: a casa é de vosmecês!

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