sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

50CM DO MAIS PURO PRAZER

Tem dias em que acordo um pouco diferente, com uma vontade súbita de poder ter aquilo quentinho nas mãos e lógico na minha boca. Como quase nunca acordo de bom humor e nem muito bem disposta, por vezes deixo essa vontade passar, mas há dias em que a vontade e a ganância são maiores do que a indisposição e hj foi um desses dias. Mal abro os olhos e a vontade bate. Me levanto, corro pro toilette faço a minha higiene matinal, visto minha roupa (aliás roupas, pois em Paris com 2°C, são calças e alguns casacos pra poder esquentar de verdade), um creme no rosto, um lápis rapido nos olhos e ruaaa... Não muito longe de casa (acredito que uns 30 metros), encontro o que tanto queria naquela hora, e é logico que eu iria saborear aquilo tudo sozinha. Algumas pessoas não aguentam nem 25cm, e eu, ahhh!, eu aguento os 50 inteirinhos, e com algo pra fazer entrar mais fácil, e com mais gosto, sabor mesmo. O cheiro então, aff, de manha ainda é sempre mais gostoso.

O dono é marroquino, casado, conheço bem sua esposa, a qual sempre me recebe de sorriso aberto e com uma gentileza encantadora. Em menos de 15 minutos, estou de volta à casa, depois de uma conversa rápida e entrando em comum acordo, eu e meus 50cm, subindo o mais rápido que posso as escadas, pra poder usufruir e fazer real o meu desejo. Pra confessar, dou umas pegadinhas e umas beliscadas antes de chegar em casa, pois ninguém é de ferro néh!!! 
Abro minha porta com rapidez e mais do que depressa vou direto pra cozinha, pois é là que gosto de fazer isso (e acho normal). Primeiro vai metade depois a outra até eu acabar com tudo. Não sei exatamente o que dizer em relaçao a isso tudo, mas na França é mais do que normal as pessoas gostarem do que eu amo de paixão. Não sou exagerada e muito menos gulosa, mas a excitação fala mais alto e caio de boca com muita vontade. Qd tem o leite é ainda mais saboroso, aii que delicia, dou até umas gemidinhas (baixinhas pra vizinha não ouvir). Aperto bem, e boca adentro lá se vai em alguns minutos minha tão amada e deliciosa baguete, ou pão bengala como se é conhecido no Brasil.. hahahahahahahahaha

Tenho certeza que mentes poluídas pensavam estar lendo um relato sobre pênis, sexo, sei là, mas pra felicidade ou infelicidade de alguns, é apenas um conto, baseados em acontecimentos reais do meu dia a dia, provando por A+B que travesti tb é cultura, não somente símbolo sexual e mostrando que pessoas precisam simplesmente entender que o mundo não gira em torno do sexo. Por um mundo onde a aceitação e respeito pelas pessoas Trans, seja mais real do que apenas palavras.

[autoria de Larissa Tamborindeguy, travesti escritora leitora da página, futura médica (Paris, 20/02/2015)]

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