segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MARICONA A PRIMEIRA, AGORA SIM (I)

Duas horas de pernilongo e calor, só veio o véi da mototoquinha. Já cogitava tirar trinta do bolso e voltar pra casa toda jururu zerada (medo de sair do Itatinga com o srzinho lá), quando aparece um cinquentão xis, pançudinho, viril, todo peludo, forte, quê negociar o que, aceita de cara os quarenta pra eu atender gostosinho ele lá no quarto, oq rolar rolou, e vamovamo. Fiquei feliz pq aqueles R$40,00 me deixariam quites (dez do quarto, trinta da rua), e aí os cem do "quernamorar?" ficariam só pra mim, se eu aceitasse ir pro barraco dele. Mas quarenta era o início e, entrando no quarto, ele já veio adiantando a oncinha e deixa o troco pra lá, quero só vc, dá cá uma bitoquinha. "Tou tão carente, vc cuida de mim?", repetia ele a cada cinco segundos, irritante de tão infantil, e eu, ai, claro que vou, adoro homem carente, sei cuidar de vc direitinho. Ele se veste como veio ao mundo, pede um banho, mas o quarto ali específico (oq esperar dum que cobre dez merréis?) tinha chuveiro não, sabão mto menos... ele, bem, nem parecia assim sujo, e aí eu resolvi resolver logo o problema pra poder voltar logo pra rua, então fui assim mesmo -- mas foi só começar o kétchy e já saí cuspindo areia (pô, areia, ele foi brincar no parquinho antes de vir pra cá!?). Tive que interromper e "melhor vc dar uma lavadinha aí na pia, pelo menos", oq ele faz prontamente e nem tchum. Nessa hora ele já começa a perguntar do cartão: "será que não tem maquininha aqui? Aí eu posso te dar cinquenta a mais pra vc ficar bem tranquila, sem pressa, o tempo que for... não tenho mais nada em nota aqui na carteira, olha só, senão eu dava" (e me mostra todinho o interior, item por item). Eu sinceramente não sabia se tinha máquina ali, cabaça de tudo em matérias de como é que se faz, e disse que naquela casa provável que não, mas na da rua de cima, onde eu preferia atender, ali tinha certeza máquina e até chuveiro, sabão com sorte... "Depois a gente vê então, vem cá pra eu te curtir um pouquinho, tou todo carente". Ficou admirado que eu beijava, "ai, que gostoso, vc beija", mas não me deixava pôr a língua lá dentro da boca dele e ele próprio só deixava a pontinha da dele de fora (o bafinho de onça gritando, mas aí eu lembrava da onça recebida e daq poderia ainda vir a vir) praquilo que ele chamava beijo. Achei bizarro, mas só pq nem imaginava oq ainda viria, senão reservava a palavra pra dps.

Começa. Tou eu lá trabalhando a molenguidão dele, inendurecível pelo jeito embora ele não parasse de dizer "que gostoso" -- língua, boca, mão, tentei tudo, as minhas habilidades não poucas, e com isso a minha molenguidão se fez tb nítida, pq dependo duma boa durezidade pra ficar ouriçada --, qdo ele me pede pra pôr o dedinho ali no cheiroso, o dedo msm, e não outra coisa vcs sabem bem oq, talvez por perceber que eu não estava a ponto de bala. Fiquei com nojim de sujar (sabonete não é bem, digamos, artigo fácil por essas bandas), mas nem confiança: se era pra ser, que seje. Dedim na portinha, carinhozinho, sigo trabalhando a malemolência dele à base de boca e mão, nada de resposta pingulínica. Enfio de leve, pontinha só (que mrrrda diabos pq fiz isso!?), ele pede mais, eu sugiro guanto e gelzim pra fazer bem gostoso, lá fundo... nem coragem de olhar, mto menos cheirar, pra ver como andava o corajoso! Botei então dois no guanto (primeiro ver se ele aguenta né? Prevesse eu o futuro e já tentava a mão duma vez), e passei a futucar o éd dele, a princípio leve, aí vi que ia fácil, ele gostava, e aí mais fundo, e sem dó, e com toda a força, sempre com medo da unha furar o guanto, ainnn! A resposta era sempre o gemido de sempre, "gostoso" ou coisa do gênero, mas sem qqr levantamento do peso morto -- o curioso é que, msm assim, parecia que ele tava de fato gostando... Ficamos ali tipo meia hora só na futucação, até que de boa vontade ele sugeriu irmos pro tal do outro quarto, onde tinha chuveiro e ele podia me dar mais um dinheirinho: "ciquenta pode ser?, ou cem quem sabe, pra vc ficar tranquilinha, aí não tem pressa, né?" Deixei ele no quarto esperando enquanto eu ia lá devolver a chave, aí pegamos o carro dele, subimos um quarteirão e voilá chegamos.

[cont.]

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