quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

EU ATIVA, TOMANDO GOSTO

Coisa incrível oq a prostituição tem feito por mim, tem feito comigo: corpos que eu jamais me permitiria conhecer em outras situações, de repente lá estão eles na minha frente, nus, atritando-se no meu e eu sentindo o maior prazer. Não é preciso esforço algum da minha parte, só me jogar e o prazer já vem surgindo, um baita ataque ao adestramento que recebi para me interessar somente por corpos dentro do padrão midiático de beleza (lógico que é preciso colaboração dos clientes, me tratarem bem, amorzinhos).

Eu já mais de três horas vivendo o frio das ruas, querendo só o básico pra poder ir dormir, chega o carrão, baixa o vidro, quanto é, quarenta no quarto, pode entrar. Do jeito que eu gosto, sem barganhar, sem fazer pouco caso do meu serviço. Quarto ocupado, que tal o drive-in? Lá vamos nós, primeira vez que me arrisco para fora da área de preservação travesti -- o nosso reduto no Itatinga, lugar onde, se uma gritar por ajuda, todas vão pra cima. Trinta reais o drive-in três horas, cama e banheiro, achei que ele iria chiar, nada! Entramos, eu já assada por conta do cliente que atendi horas antes, receosa doq encontraria: não houve qqr combinação, qq a gente faria na cama? "Como vc é linda!" Ai, me desmontei... pulei já nos braços dele, outro pançudinho peludo, tiquito afeminado, barba roçando meu rosto, hálito de quem andou bebendo. Beijos, beijos, beijos, nem dá pra contar quantos demos ali rolando na cama, quase eu achando que o programa seria isso -- eu perguntava se ele queria que eu o chupasse, ele me calava com um beijo, era esse nível! Mas os dois peladinhos ali, ouriçados da neca ao último fio de cabelo, eu nada boba percebia ele rondando o meu edi, cutucando como quem não quer nada.

Uma hora levantei da cama pra tentar fazer um oral nele (senão ia ser a noite toda aquela lengalenga, gostosa sim só que ele não é namorado), mas foi só minha neca passar perto da boca dele, durinha como estava, que ele abocanhou e nem confiança. Foi uma experiência esquisita... prazeroso ser tocada daquela maneira, négo não, carinho e desejo à flor da pele. "Você é linda", disse ele bocona cheia, babando em mim, eu derretendo ao sabor dos elogios. Logo foi a minha vez de atacar, ataquei longamente, aí mais um poquim, até que ele em seguida encaixou um meia-nove (taí coisa impensável pra mim um ano atrás e agora normal). Tava tão excitada que minha neca doía, pq já fazia tempo que a gente tava nessa esfregação e os hormônios têm deixado ela meio sensível (imagina estrogênio junto com bloqueador de testosterona, pra onde que a bixana corre?!).
Voltamos pros beijos e dessa vez, em vez dele futucar, quis ser futucado, tentando encaixar sem querer minha neca nele e eu de olho pro fato dele resistindo a pôr guanto, o preservativo. Uma hora parei tudo e "hora de encapar a criança... a sua ou a minha?" A minha, e "vc é linda!", eu toda corado. Pois bem, guanto é batata, pôs e já cai o meu tesão, até por conta dos hormônios, mas ainda dava pra brincar igual e lá fui eu fisgar umas lombrigas. O tesão dele não diminuía por nada e era todo apertadinho, deu trabalho pra criança entrar e eu fiquei lá um bom tempo, meu tesão paulatinamente diminuindo, até que não havia mais oq fazer... E ele todo amorzinho, sem reclamar nem nada, só se preparou pra vez dele atacar, ele que não desendurecia, eu que já tava toda assada, penei, penei feio até ele encontrar alívio, até a cláudia gritar gostoso!

Foi qdo ele mudou. Aí já não tinha abraço, carinho, oq quer que seja. Se arrumou num pulo, eu tb, pegou o bloco de notas rechonchudas e ao invés dos quarenta combinados (que me dariam trinta, pois dez era do quarto), ele me deu setenta fora os trinta do drive-in. Mas toda intimidade morreu, nem mais reconhecia a pessoa. Me deixou na minha rua, bitoquinha de tchau, até mais ver...

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