sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PUTA DE GRAÇA, DE GRACINHA

A terfinha queriduxa acha que cago dindim e, portanto, não preciso ser puta. Acha, né?, pq mal sabe ela que tou toda arrombada, não só literalmente, devendo as calcinhas no banco, 500 reais negativos (bendito cheque especial, ô glória!), e que não há a menor expectativa de qdo terei o suficiente pra saldar esse rombo, quanto mais pra pôr peito e fazer nariz, coisas que, vai saber, quem sabe, aumentarão o número de pessoas que me respeita enqto ser feminino (se vão me aceitar como mulher isso pouco importa, não preciso do aval de ninguém pra ser oq sou, só exijo o tratamento no feminino, ser chamada de Amara). A bendita feministóide café-com-leite tb acha que não é apropriado uma puta gozar: gozou não é puta, é vadia, e parece que vadia tb não pode, pelo visto. Ai se ela lesse a Bruna Surfistinha dizer em seu 'O doce veneno do escorpião - Diário de uma garota de programa':

"Sua boca ofegante roça o meu pescoço; sinto sua barba por fazer, enquanto com minhas mãos entre suas pernas sinto o mundo virar pedra. Com um puxão dele, o top desliza e meus seios pulam pra fora. Como quem descobre um novo brinquedo, deixo que ele segure firme, mas com carinho. O bico do meu seio fica intumescido com aquela língua atrevida passeando pela auréola. Sinto sua respiração quente, ofegante. Lambe um seio, depois o outro, junta os dois com as mãos, querendo encher a boca como um garoto guloso. Na confusão de roupas tiradas com pressa, ele puxa minha calcinha e desce com a boca até o umbigo. Para. Me olha com um jeito sacana.
- Você quer que eu te chupe?
- Quero.
- Agora ou depois?
- Você é quem sabe... A língua é sua.
- Mas a bu... é sua.
- Então quero agora.
Gozei muito, sem precisar de nenhum esforço interior.  Foi bom de verdade. E estava só começando."

Transar de graça, eu como todas as vadias sempre fizemos; como a Indianara bem demonstrou, o problema é cobrar por isso, querer cobrar por isso, viver de dar e comer -- vida mansa (mal sabe ela!). Oq leva uma pessoa a querer ser advogada, política, empresária, parece não ser da conta de ninguém, mas puta tem que prestar contas, e se não for puta por passar fome, aí é fogo no rabo e o ser não merece respeito. Sou viciosa, sempre fui dada a dar pra anônimos, prostituição seria o meu lugar de eleição. Só luto por respeito, por segurança, por melhores condições de trabalho. Até parece que não posso fazer o que gosto se isso envolver sexo, e que, se é isso oq eu quero fazer, dar, então tenho que aceitar que a forma como hj se exerce a coisa é a forma como ela sempre será exercida. Gente, ó, só quero paz pra poder dar tranquila, com vontade, e poder cobrar por isso com o respaldo duma profissão reconhecida, regulamentada: é querer muito, meldelzes? Cruzes, que mundo é esse...

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