domingo, 9 de novembro de 2014

NAMORANDINHA

"Faz tempo que tou atrás de vc... difícil te ver, viu?" Cliente apaixonado pela branquelinha que ora vos fala, ele, aquele primeiro, que me apelidou de crente por minhas roupas comportadas: caí nas graças dele desde então e ele não largou mais meu pé. Eu por acasos do destino vim dar em Piracicaba (três dias de Encontro Paulista das gay, sapa, bees e travestis, com Parada domingo), justo a cidade dele, e ele aproveitou pra se aproveitar de mim coitada, empalada viva outra vez! Veio me pegar de táxi, fomos aos cafundós de Pira (eu c'o cu na mão, onde que eu vim me meter, volto viva será?), mas foi só chegar no Park Motel e já fui me soltando, soltando o cinto dele, beijocas, amassos, sou toda sua, vem cá, olha que eu vou... ele gostou, e eu já nos domínios da minha perícia: agora era fazer oq eu sei de cor, estilo namoradinha, saudades desse seu corpão. Tirei sua calça e aquele cheiro de macho veio e me deixou toida doida, salivando e aí lambendo e aí engolindo e aí vcs sabem bem. Nova rodada de amassos, eu de novo a necona dura (levo ou não levo jeito?), desde os primórdios do encontro, ele brinca um pouco com ela, coisa que não tinha feito a outra vez -- viciosa, pergunto se ele não quer fazer a passiva. Que nada. Não com ele, que já foi mostrando quem manda. Virei frango assado, gelzinho, dedinho vai e volta, a neca vem em seguida, e doía, doía, doía ainda mais, doía que não passava, até que entrou e se assenhorou da casa... e ele foi indo devagar, se empolgando aos poucos, começando a bombar firme e decidido, e qdo eu já quase que desmaiava ele vai com tudo pra dentro, e outra vez e mais outra, umazinha mais e aí cessa e arremessa exausto o corpanzil sobre mim. Beijinhos apaixonados, tira de dentro de mim, chequinho de leve na camisinha (ai essa xuca que não sei fazer!), nossa como foi bom, adoro sair com vc, vou querer de novo. Banho, liga pro táxi, os dois na cama agarrados, eu sem nem saber como cobrar (não combinamos preço, acredita?)... e minha parte, amor? Ah sim, quanto é mesmo? O de sempre. E lá vem a nova oncinha pra minha coleção. Volto com ele de táxi e foi só chegar, aliviada, e já peguei azamiga e corremos pro putz-putz pra soltar a onça. Oq vem fácil, vai fácil igualzinho.

Um comentário:

  1. eu gosto muito quando vc sai com esse cliente...parece que ele é diferente...fico imaginando o cheiro que vc descreve...o olhar que ele te lança quando te vê toda moçoila comportada, estilo meninona virgem dos anos 60

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